terça-feira, 31 de agosto de 2010

O QUE É TEODICÉIA?

O amado Nilson enviou-nos a seguinte pergunta:

Pr. Anor, boa noite com a paz de Deus!

Por favor, gostaria que me respondesse o seguinte:

a-Qual é o real significado de teodiceia, isto é, ela é a doutrina que trata da justiça de Deus ou é entender a Deus através da razão?

Muito obrigado!

Respeitosamente,
Nílson Óliver

2 comentários:

  1. Amado Nilson, Graça e Paz de Jesus Cristo,

    Respondo:

    Teodicéia é o estudo da justificação de Deus frente à existência do mal.

    A palavra foi cunhada em 1710 pelo filósofo alemão Gottfried Leibnitz (1646-1716). Seu sentido é "justificação de Deus" (do grego theós "Deus" e dikê "justiça").

    Parece não haver acusação mais freqüente e forte ao teísmo de tradição judaico-cristã que a complicação decorrente da existência do mal.

    A experiência humana tem atestado universalmente a realidade do mal. A face sombria da realidade mostra-se concretamente por meio da dor, da morte, da angústia e da injustiça. Epidemias, fome, guerras injustas, opressão política, morte de inocentes são algumas das manifestações específicas do que é normalmente chamado mal.

    A pergunta da qual não se escapa diante desse quadro é “Por que existe o mal”?

    Há dois tipos básicos de mal: mal moral (o pecado) e mal físico. O primeiro diz respeito à injustiça, e o segundo ao sofrimento.

    Agostinho, bispo de Hipona ponderou sobre a natureza do mal na sua obra "Cidade de Deus", sustentando que desde que Deus criou todas as coisas “boas” (Gêneses 1:31). Afirmava que o mal não pode ter uma existência própria. O mal é a ausência do bem, como a escuridão é a ausência da luz.

    Entretanto, O pecado e o mal existem por boas razões:

    1) Deus os decretou como parte do Seu Plano eterno, e eles ocorrem não apenas para a Sua própria glória, mas também para o bem do Seu povo.

    Com essa premissa bíblica na mente, é fácil responder a anti-teístas, que argumentam que a presença do mal no mundo milita contra a existência do Deus cristão.

    Os anti-teístas argumentam do seguinte modo:

    1. O mal existe no mundo.
    2. Um Deus bom evitaria a ocorrência de todo o mal.
    3. Um Deus onisciente e onipotente pode evitar todo o mal.
    4. Assim, ou Deus não é bom, ou não é onisciente, ou não é onipotente.

    Assim pensam também alguns hoje que abraçam a teologia relacional, ou teísmo aberto.

    Um dos problemas com o argumento dos anti-teístas é o seu ponto de partida. Sua primeira premissa é falsa.

    Assumindo, para o bem do argumento, que possam definir coerentemente “bem”, “mal” e “bom”, não se é verdade que um Deus bom prevenirá todo o mal de ocorrer.

    Os anti-teístas assumem que um Deus bom é bom para todas as suas criaturas, mas a Bíblia Sagrada explicitamente negam esta premissa.

    Todas as coisas cooperam juntas para o bem, não de todas as criaturas, mas apenas daqueles que foram chamados segundo o Seu propósito (Rm. 8:28).

    Encontrar solução para o problema do mal é uma questão de adotar o ponto de partida correto. Com a Bíblia como nosso ponto de partida axiomático, a existência do mal não é, de modo algum, um problema tão significante.

    Na realidade, a existência do mal é um assunto bem mais problemático na visão do não-crente. Sem um padrão coerente de certo e errado, bem e mal, como pode alguém definir o mal?

    O problema do mal não pode ser coerentemente resolvido com pontos de vista não-cristãos.

    Apenas com pontos de vista cristãos, e com fundamentos cristãos, isto é, com as Escrituras Sagradas, pode-se explicar o propósito do mal no mundo.

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

    ResponderExcluir
  2. parabens reverendo pastor anor pelo seu comentario... ronei brito

    ResponderExcluir