O amado Nilson enviou-nos a seguinte pergunta:
Pr. Anor, boa noite com a paz de Deus!
Por favor, gostaria que me respondesse o seguinte:
a-Qual é o real significado de teodiceia, isto é, ela é a doutrina que trata da justiça de Deus ou é entender a Deus através da razão?
Muito obrigado!
Respeitosamente,Nílson Óliver
Amado Nilson, Graça e Paz de Jesus Cristo,
ResponderExcluirRespondo:
Teodicéia é o estudo da justificação de Deus frente à existência do mal.
A palavra foi cunhada em 1710 pelo filósofo alemão Gottfried Leibnitz (1646-1716). Seu sentido é "justificação de Deus" (do grego theós "Deus" e dikê "justiça").
Parece não haver acusação mais freqüente e forte ao teísmo de tradição judaico-cristã que a complicação decorrente da existência do mal.
A experiência humana tem atestado universalmente a realidade do mal. A face sombria da realidade mostra-se concretamente por meio da dor, da morte, da angústia e da injustiça. Epidemias, fome, guerras injustas, opressão política, morte de inocentes são algumas das manifestações específicas do que é normalmente chamado mal.
A pergunta da qual não se escapa diante desse quadro é “Por que existe o mal”?
Há dois tipos básicos de mal: mal moral (o pecado) e mal físico. O primeiro diz respeito à injustiça, e o segundo ao sofrimento.
Agostinho, bispo de Hipona ponderou sobre a natureza do mal na sua obra "Cidade de Deus", sustentando que desde que Deus criou todas as coisas “boas” (Gêneses 1:31). Afirmava que o mal não pode ter uma existência própria. O mal é a ausência do bem, como a escuridão é a ausência da luz.
Entretanto, O pecado e o mal existem por boas razões:
1) Deus os decretou como parte do Seu Plano eterno, e eles ocorrem não apenas para a Sua própria glória, mas também para o bem do Seu povo.
Com essa premissa bíblica na mente, é fácil responder a anti-teístas, que argumentam que a presença do mal no mundo milita contra a existência do Deus cristão.
Os anti-teístas argumentam do seguinte modo:
1. O mal existe no mundo.
2. Um Deus bom evitaria a ocorrência de todo o mal.
3. Um Deus onisciente e onipotente pode evitar todo o mal.
4. Assim, ou Deus não é bom, ou não é onisciente, ou não é onipotente.
Assim pensam também alguns hoje que abraçam a teologia relacional, ou teísmo aberto.
Um dos problemas com o argumento dos anti-teístas é o seu ponto de partida. Sua primeira premissa é falsa.
Assumindo, para o bem do argumento, que possam definir coerentemente “bem”, “mal” e “bom”, não se é verdade que um Deus bom prevenirá todo o mal de ocorrer.
Os anti-teístas assumem que um Deus bom é bom para todas as suas criaturas, mas a Bíblia Sagrada explicitamente negam esta premissa.
Todas as coisas cooperam juntas para o bem, não de todas as criaturas, mas apenas daqueles que foram chamados segundo o Seu propósito (Rm. 8:28).
Encontrar solução para o problema do mal é uma questão de adotar o ponto de partida correto. Com a Bíblia como nosso ponto de partida axiomático, a existência do mal não é, de modo algum, um problema tão significante.
Na realidade, a existência do mal é um assunto bem mais problemático na visão do não-crente. Sem um padrão coerente de certo e errado, bem e mal, como pode alguém definir o mal?
O problema do mal não pode ser coerentemente resolvido com pontos de vista não-cristãos.
Apenas com pontos de vista cristãos, e com fundamentos cristãos, isto é, com as Escrituras Sagradas, pode-se explicar o propósito do mal no mundo.
Em Cristo, e por Cristo,
Pr. Anor Afonso Serio
parabens reverendo pastor anor pelo seu comentario... ronei brito
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