terça-feira, 17 de agosto de 2010

ASSASSINATOS NA REFORMA PROTESTANTE

A amada Cinthia Bassit colocou as seguintes questões no nosso blog:

Reverendo Anor, graça e paz!

Por favor, responda-me os seguinte:

b) Mesmo depois de tudo o que os e Calvinistas Presbiterianos e Luteranos fizeram durante o período da reforma religiosa ao assassinarem milhares de Anabatistas, Wesleyanos, Waldenses, Menonitas, etc ainda é correto considerá-los como nossos irmãos na fé e por quê?

c) Como que é aquela frase de Agostinho que o senhor comentou uma vez na rádio?

Lembro que o início dela era assim: No essencial unidade...

Muito obrigada!

Cínthia Bassit.

Um comentário:

  1. Amada Cinthia, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    b) Infelizmente nem tudo na Reforma Protestante teve o brilho da luz de Cristo, mas diferenças doutrinárias fizeram emergir toda maldade do coração humano.

    Em 1525, os anabatistas surgiram com o nome de “irmãos suíços”. Depois, espalharam-se por boa parte da Europa, divididos em vários segmentos: menonitas, hutteritas, amish, Igrejas dos Irmãos.
    Houveram muitas diferenças sobre o batismo e ceia com os demais gruos da Reforma, sendo então duramente perseguidos por Zwinglio.

    Em Zurique, na Suiça, depois que os anabatistas fizeram muitos protestos, inclusive interrompendo cultos e celebrações da ceia, as autoridades civis, apoiadas por Zuínglio, promulgaram leis cada vez mais rigorosas contra eles.

    Félix Manz foi o primeiro mártir anabatista ao ser executado por afogamento em janeiro de 1527. Nos anos seguintes, milhares de anabatistas foram caçados em diversas regiões da Europa e muitos foram executados. Jorge Blaurock foi queimado na fogueira em 1529. Além de hereges, as autoridades civis e religiosas os consideravam rebeldes perigosos.

    Eles também foram apelidados “fanáticos”, “entusiastas” e outros termos. Lutero se referia a eles como “Schwärmer” (enxame de abelhas).

    Foram duramente perseguidos pela igreja católica, e Lutero tinha um evidente desapreço por eles, desprezando o modo literalista com que se empenhavam no estudo das Escrituras, esquecendo-se da exegese e do exame da Bíblia à luz das línguas originais.

    Os Wesleyanos ou metodistas surgiram mais tarde. O metodismo foi outro movimento que procurou renovar a tradição anglicana, cada vez mais formal e racionalista. Seu principal fundador foi John Wesley (1703-1791). Wesley abraçou a teologia arminiana, o que causou a separação entre ele e o colega George Whitefield, um calvinista convicto.

    Apesar de tudo o que houve, Deus estava no controle e a causa evangélica triunfou, e nós estamos aqui hoje, assentados em ombros de gigantes que foram os expoentes da Reforma Protestante, tão esquecida hoje em dia.

    Sim, somos todos irmãos em Cristo, com todos os defeitos e qualidades. Temos todos que obedecer o mandamento de Jesus de perdoar 70 x 7. Alguns com o privilégio de exalar mais o Seu Perfume.

    c) A frase de Agostinho que comentei certa vez em um programa da rádio Musical, FM. 105.7, foi a frase de Agostinho, bispo de Hipona (que os metodistas dizem ser de John Wesley) que em meio a tantas controvérsias religiosas, na sua a busca pelo essencial, afirmou:

    "Naquilo que é essencial, Unidade; naquilo que é duvidoso, Liberdade; e, em tudo, Amor".

    Creio que é uma boa atitude para superarmos as controvérsias, e amarmos mais uns aos outros.

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

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