quinta-feira, 22 de julho de 2010

O VÉU DO TEMPLO E O SACRIFÍCIO DO SACERDOTE


A amada Cinthia Bassit enviou e-mail com a pergunta abaixo:

Reverendo Anor Afonso, a paz de Deus!

Mais uma vez, recorro a vossa enorme sapiência para que me esclareça as dúvidas que tenho.

Quando frequentava a Igreja Universal do Reino de Deus frequentemente ouvia o seguinte comentário:

"No passado o sacerdote tremia e temia ao entrar no templo, porque se ele entrasse com qualquer pensamento impuro ou em pecado já morria, ele tinha que entrar até com uma corda amarrada e presa na cintura porque se demorasse a sair os seus amigos sacerdotes já percebiam que tinha morrido lá dentro, sendo assim eles o puxavam morto pela corda".

1- Isso é verídico e assim sendo onde está escrito tal passagem na Bíblia Sagrada?

2- "E o véu do templo se rasgou em dois, de alto abaixo" (Mc. 15:38).

Sabemos que literalmente isso ocorreu sim. Podemos tomar essa passagem como simbólica também, isto é, após a morte do Senhor Jesus Cristo podemos orar direto a Deus através do nome de Seu filho amado?

Os meus profundos e sinceros agradecimentos!

Respeitosamente,

Cíntha Bassit.

Um comentário:

  1. Amada Cinthia, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    Vamos às respostas:

    1) A Bíblia Sagrada não tem nenhuma passagem que suporte tal afirmação (texto grifado).

    Porém, acredito ser uma dedução lógica, da mesma forma que a palavra Trindade também não está explícitamente na Bíblia, mas por todos os textos das Escrituras Sagradas sabemos que ela existe.

    Hb 9:7 interpretando as orientações do livro de Levítico que dispõe sobre os sacrifícios, informa que o sumo sacerdote entrava anualmente no Lugar Santíssimo (no Yom Kippur, o Dia da Expiação), onde ficava a Arca da Aliança, recinto que localizava-se atrás de um grande véu que separava este dos demais recintos do templo.

    Então, se o sacerdote que fizesse a oferta pelo povo estivesse em pecado, seria fulminado na hora ao adentrar no Lugar Santíssimo, pois Deus lá estava, pois o pecado não é tolerado na sua Presença.

    Neste caso, alguém teria que retirá-lo lá de dentro; porém como somente o sumo sacerdote poderia adentrar no Lugar Santíssimo, é lógico imaginar que ele deveria ter algo amarrado para ser puxado caso morresse na presença do Senhor.

    2) O véu que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo (Êx 26.31-33) foi rasgado literalmente.

    Se examinarmos o texto paralelo de Mt. 27:51, veremos que o rompimento físico do véu foi acompanhado de outro rompimento físico: o da terra, com o terremoto que ocorreu no mesmo instante: "Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas"

    À luz de Hb 6.19; 9.3-12; 10.19-20, o véu rasgado deve também ser interpretado simbólicamente, como o livre acesso a Deus através da morte de Cristo.

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

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