Pastor Anor, olá!
A paz do Senhor a todos os irmãos do blog.
Por favor, a minha pergunta é:
Que tipo de conta os biblicistas fizeram para chamar o texto de (Mateus 25:14-30) de "A parábola do DEZ talentos, e qual é o significado dela?
Muito obrigado!
Que tipo de conta os biblicistas fizeram para chamar o texto de (Mateus 25:14-30) de "A parábola do DEZ talentos, e qual é o significado dela?
Muito obrigado!
Nílson Óliver.
Amado Nilson, Graça e Paz do Senhor Jesus,
ResponderExcluirRespondo:
Realmente a parábola não fala de 10, e sim apenas 8 talentos.
Os editores das Bíblias que foram sendo publicadas ao longo do tempo introduziram títulos (que não fazem parte dos manuscritos originais) para melhor separação dos textos, ou seja, esses títulos não foram traduzidos e sim introduzidos pelos tradutores para fins didáticos.
Esses títulos variam de tradução para tradução; por exemplo, na tradução das Bíblias NVI e ARA (Almeida Revista e Atualizada) o título é “A parábola dos talentos“; na tradução NTLH (Novo Testamento Linguagem de Hoje) o título é “Os três empregados“; na tradução ARC (Almeida Revista e Corrigida) que é a tradução menos correta, é onde consta: “A parábola dos 10 talentos“. A Bíblia Sagrada explicita 10 minas (Lc. 19:13a,) e não 10 talentos.
Jesus quis ensinar nesta parábola, que cada um de nós, seus servos, temos ao menos um dom, ou uma capacidade para fazer algo melhor para servir a Deus e alegrar a Jesus.
Somos diferentes e, por isso mesmo, Deus nos deu diferentes dons. Todos nós podemos e devemos fazer sempre o melhor para Deus.
Na parábola, "depois de muito tempo o Senhor voltou" (Mt. 25:19), e julga o trabalho de seus servos. O primeiro servo duplicou os seus talentos, o segundo da mesma forma. O terceiro servo nada perdeu, mas tampouco conquistou algo. Logo, não trabalhou.
Para os dois servos que trabalharam, a sentença do senhor é a mesma. Eles entram para a alegria do senhor. A sentença do senhor sobre o terceiro servo é arrasadora.
A aplicação em poucas palavras é esta: Não é suficiente esperar pela volta do Senhor e pelo juízo. Pelo contrário, o cristão precisa aproveitar o tempo da vida na terra para trabalhar, e agir, com as dádivas que lhe foram presenteadas. O Senhor espera fidelidade de cada um de nós, até que ele venha. “Negociai até que eu volte!” (Lc. 19:13b).
Em síntese, é esse o pensamento fundamental da interpretação. Agora o detalhamento: O número diferente dos talentos aponta para as diferentes disposições, capacidades e dons dos servos. Não são os dons tão importantes, mas sim como os servos o valorizaram e aproveitaram esses dons.
O Senhor não exige o mesmo de todos. A um confiou mais, a outro menos! Não seria isso injusto por parte do doador?
Não! Porque nesta parábola não se destacam propriamente os dons como primordiais e essenciais, mas o uso e a valorização destes dons. Nisto o Senhor é justo, totalmente justo!
O Senhor não confia mais na mão de alguém do que ele pode realizar. Não é a diferença existente entre os dois primeiros servos que importa, e sim o contraste em que o terceiro se encontra frente aos dois primeiros.
Portanto, não pode haver uma injustiça por parte do Senhor e Deus que dá e presenteia! Pois no centro do relato não está a dádiva como tal, e sim a fidelidade com que as dádivas são administradas e, precisamente, utilizadas em sua honra.
A que se referem os talentos e dons que recebemos de Deus?
Referem a tudo o que recebemos de Deus como dádivas naturais e sobrenaturais.
Como dádivas naturais consideremos a dádiva de um corpo saudável e das forças e capacidades com ele relacionadas, de podermos pensar, sentir e querer.
Além disso, é preciso mencionar as bênçãos de uma boa educação, uma escola adequada, uma vida profissional que nos sustenta, um sistema de estado de direito.
Isso é boa dádiva presenteada por Deus, por cuja administração fiel somos responsáveis perante o supremo Senhor e Juiz!
Todas estas dádivas não possuem valor próprio e não servem a um fim em si mesmas, mas são meios para comprovar e demonstrar a vida de fé por meio da fidelidade nas menores coisas!
O compromisso do servo fiel perante as dádivas e condições naturais, bem como com as dádivas e condições do Espírito de Deus deve comprovar-se no cotidiano de cada um de nós.
Em Cristo, e por Cristo,
Boa tarde, Pr. Anor!
ResponderExcluir"Fé como um grão de mostarda" Lc 17:10. O versículo se refere a qual sentido, isto é, no tamanho, na pureza ou na qualidade do grão de mostarda?
Um abraço!
Nil Óliver.
Sem dúvida, ao tamanho. A fé pode ser ínfima, mas Deus a fará crescer como algo grande, como a árvore resultante do grau de mostarda.
ResponderExcluir