Tenho as seguintes perguntas:
1-Certa vez ouvi um pregador dizer que existem três formas de medir a espiritualidade e a comunhão do cristão com Deus, são elas: o tempo diário que ele se dedica a leitura da Bíblia Sagrada, a quantidade de vezes que ele ora a Deus e a peridiciocidade que ele dizima na igreja onde congrega. O senhor concorda com a visão/opinião desse pregador?
2- O cristão dá, devolve ou oferta o dízimo a Deus?
Muito obrigada e que o Senhor o abençoe!
Sinceramente,
Valéria Oliveira
Amada Valéria, Graça e Paz do Senhor Jesus Cristo,
ResponderExcluirRespondo:
1-Em parte, pois a espiritualidade não pode ser medida apenas pelo tempo diário que se dedica à leitura da Bíblia (embora seja uma condição essencial), e pela quantidade de oração e sim pela singeleza do coração.
A periodicidade que uma pessoa dizima a Deus está menos ligada à espiritualidade, mas sim à integridade cristã, ou seja, no reconhecimento de nossa inteira dependência do suprimento de Deus.
Acredito que uma das forças de expressão da espiritualidade cristã esteja também no que eu faço em benefício do próximo, atendendo Tiago 2:26 que ensina que "a fé sem obras é morta".
2-O cristão devolve ou oferta a Deus quando dá o dízimo, ou seja, todos os três atos se complementam.
Deus espera que a nossa contribuição seja proporcional aos nossos ganhos, ou seja, devemos contribuir proporcionalmente.
Encontramos esta lição em 1 Co 16.2-3, que diz: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar.”
O ensinamento é, mais uma vez muito claro. É óbvio que Paulo espera uma contribuição sistemática, pois ele diz que ela deveria ser realizada aos domingos (no primeiro dia da semana), que é quando os crentes se reuniam.
O versículo é muito rico em instrução, demonstrando até a propriedade de nos reunirmos e cultuarmos ao Senhor aos domingos, contra os ensinamentos dos sabatistas, testemunhas de jeová e, até a Valnice Milhomens, de que deveríamos voltar ao Velho Testamento e estarmos guardando o sábado, o sétimo dia da semana.
Quero chamar a sua atenção, entretanto, para o fato de que Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, nos ensina que temos que contribuir conforme Deus permitir que prosperemos, ou seja, conforme os nossos ganhos.
Essa é a grande forma de justiça apontada por Deus: as contribuições devem ser proporcionais, ou seja um percentual dos ganhos. Assim, todos contribuem igualmente, não em valor, mas em percentual.
Mais uma vez, pode-se querer inventar um percentual qualquer. Admito até que isso pudesse acontecer se nunca tivesse tido acesso ao restante da Bíblia, mas todos nós sabemos qual foi o percentual que o próprio Deus estabeleceu ao seu povo: dez por cento dos nossos ganhos! é, e parece, satisfatório e óbvio.
Não precisamos sair procurando por outro meio e forma, principalmente porque se assim eu o fizer posso até dizer, eu contribuo sistematicamente com o percentual que eu escolhi, mas nunca vou puder dizer que o faço em paridade e justiça com os outros irmãos, pois quem garante que o percentual dele é igual ao meu?
Eu destruiria com isso, o próprio ensinamento da proporcionalidade que Deus nos ensina através de Paulo. Porque não seguir a forma, o planejamento e a proporção que já havia sido determinada por Deus?
Sabemos que temos muita argumentação falha, a favor do dízimo, que procura utilizar prescrições da lei cerimonial (cumprida em Cristo) ou da lei judicial de Israel (de caráter temporal, para aquela nação).
Entretanto, temos, igualmente, muitos princípios válidos e exemplos sobre o dízimo, tanto no Velho como no Novo Testamento. No nosso caso, procurei me concentrar apenas nesses dois princípios.
Acredito, portanto, na primazia da contribuição sistemática, planejada, que não está sujeita ou escravizada às flutuações da nossa natureza pecaminosa, mas que segue o modelo e percentual utilizado pelo povo de Deus e que procedeu das próprias determinações divinas.
Em Cristo, e por Cristo,
Pr. Anor Afonso Serio