quarta-feira, 30 de junho de 2010

A ORIGEM DAS NAÇÕES

A amada irmã Cinthia Bassit enviou esta pergunta para esclarecimentos:


Reverendo Anor Afonso, a paz do Senhor e bom dia!
Por favor, preciso saber o seguinte:

A Bíblia não revela a cor da pele de Adão e Eva, porém sendo o povo judeu de pele clara, por conjectura, entende-se que eles também eram claros. Sendo assim, qual é a origem das diferentes raças e etnias da terra?

Obrigada e fique com Deus!
Cinthia O. Bassit

3 comentários:

  1. Amada Cinthia, Graça e Paz de Jesus Cristo,

    Respondo:

    Uma leitura atenta a Gn. 10 mostra a origem das nações, através dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé.

    São 14 nações que tem origem em Jafé, mais 30 em Cam e 26 de Sem, somando 70 (o múltiplo de 10 e 7, duas cifras que significam a perfeição, talvez antevendo os 70 membros da família de Jacó no Egito (Gn. 46.27; Êx 1.5; tb. Dt 32.8).

    Sem - Os descendentes de Sem eram chamados semitas. Habitaram predominantemente a Mesopotâmia e Ásia Menor. Embora fosse descendente distante de Sem (Gn. 10:24,25; 11.14-17), vale lembrar a importância de Héber como ancestral dos hebreus (o nome, em hebraico, é a origem da palavra “hebreu”).

    Cam - Os camitas localizaram-se no sudoeste da Ásia e no nordeste da África.

    Jafé - Os jafetitas habitavam geralmente ao norte e a oeste da Palestina, predominantemente o que hoje é a Europa e Ásia Oriental.

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

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  2. Pastores, olá!

    I- Qual é a posição da Bíblia Sagrada sobre a Pangéia?

    II-De acordo com os estudos geológicos a ciência concluiu que antes do dilúvio a extensão dos mares e oceanos eram bem menores do que é hoje em dia, isto é, 1/5 de terra para 4/5 de água essa afirmação é verdadeira?

    Valeu!
    Jorge.

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  3. Amado Jorge, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    I) A Bíblia Sagrada não tem obrigação de explicar a ciência ou geologia, embora as Escrituras estejam sempre à frente da ciência.

    Por exemplo, por volta de 700 a.C. o profeta Isaías revelava da parte de Deus, em Is. 40:22, que a Terra era redonda, cerca de 2.150 anos antes de Galileu, no sec. XV d.C.

    A ciência chama de "Pangeia", um continente único, que segundo a teoria da deriva continental, existiu até há 200 milhões de anos, durante a era Mesozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de anos.

    A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do grego, pâs, pâsa, pân, todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um único bloco de terra (gea) ou Géia, Gaia ou Ge como a Deusa que personificava a terra com todos os seus elementos.

    Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se fragmentou, dando origem a dois mega-continentes. Separação esta que ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto.

    A parte correspondente à América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se Gondwana (região da Índia). O resto do continente, onde estava a América do Norte, Europa, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia. A Pangeia era cercada por um único oceano Pantalassa.

    Foi inicialmente sugerida a hipótese no início do século XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, criando uma grande polêmica entre a classe científica da época. Wegener teve como ponto de partida de sua teoria os contornos semelhantes da costa da América com a da África, os quais formariam um encaixe quase perfeito.

    Entretanto, não foi utilizado este fato na sua fundamentação científica, mas a comparação dos fósseis encontrados nas regiões brasileira e africana. Como estes animais não seriam capazes de atravessar o oceano na época, então concluiu-se que eles teriam vivido em mesmos ambientes em tempos remotos.

    Esta teoria não foi aceita, sendo até ridicularizada pela classe científica. Foi confirmada somente em 1940, após 15 anos da morte de Wegener.

    Essa teoria somente pode ser sustentada por uma outra teoria, extra-bíblica, denominada "Teoria do Intervalo", ou "Teoria da Brecha".

    Esta teoria tenta explicar as notáveis diferenças entre a situação de Gn. 1:1: "No princípio, criou Deus os céus e a terra", e a situação caótica de Gn. 1:2: "Mas a terra era sem forma e vazia...". Argumentam que como tudo que Deus faz é bom, perfeito, e deve haver um intervalo de milhões de anos (eras geológicas) entre os dois versículos, porque toda a criação de Gn. 1:1 teria sido destruída em Gn. 1:2, com o lançamento de Satanás à terra.

    Não há respaldo bíblico para tal teoria, nem para a Pangéia.

    II) Novamente, a Bíblia Sagrada é um livro com objetivo de mostrar a redenção da raça humana através da misericórdia de Deus, ao enviar Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer no nosso lugar, e pagar nossos pecados.

    O Dilúvio do Mar Negro é uma hipótese da História Natural, e não da Bíblia Sagradea.

    Ela propõe que o proto-Mar Negro havia sido um mar fechado e doce a ocupar o fundo de uma depressão; este mar doce teria sido inundado pelas águas salgadas da bacia do Mediterrâneo por volta do ano 5600 a.C.

    Este acidente geológico teria provocado o rompimento de um istmo que unia a Trácia à Anatólia e, por consequência, a invasão do Mar Negro pelas águas da Bacia Mediterrânica e a submersão das suas depressões costeiras. Esta teoria foi manchete de jornais como o The New York Times em dezembro de 1996.

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

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