sexta-feira, 23 de abril de 2010

É PECADO O CRISTÃO FAZER GREVE POR DIREITOS TRABALHISTAS?

O amado Nilson colocou mais esta questão para debatermos:

É pecado se o cristão fizer greve para reinvidicar os seus direitos trabalhistas?

2 comentários:

  1. Amado Nilson, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    Este é mais um assunto complicado da Bioética.

    Acredito que a greve é um direito de todo trabalhador, seja cristão ou não, desde que seja feita estritamente dentro da lei.

    A Bíblia Sagrada não condena o cristão defender seus direitos. É claro que devemos orar pelos nossos patrões e no submeter às autoridades (Rm. 13:1-7).

    Porém, devemos também exercer a nossa profissão da melhor maneira possível, e nos momentos oportunos, negociar com nosso empregador um salário justo para nós e nossa família.

    Tudo depende da motivação do coração e cada caso é um caso. Se está havendo injustiça por parte do empregador e o crente junto com seus colegas de trabalho decidem fazer greve, pois a lei dos homens possibilita isto.

    A Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei nº 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador, “competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.”

    Deve-se, então, permanecer dentro da lei que regulamenta o direito de greve, pois não é aceitável que um cristão tenha sentimentos de revolta, fazer quebra-quebra, causar prejuízos, ter ódio em seu coração pelo patrão mais injusto. Estas são as atitudes dos ímpios, e não dos cristãos.

    O cristão é encorajado a ser justo e moderado. Não pode entrar numa greve se for por razões injustas da parte dos empregados, nem participar de alguma militância violenta. Um cristão não deve incitar a revolta entre os funcionários.

    O cristão é chamado para ser um pacificador através do fruto do Espírito de Gl. 5:22: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

    Nós temos um poder maior que o da greve para apelar, que é o da oração a Deus, por meio de Jesus Cristo.

    Uma vez que o direito de greve existe para negociação de melhores salários, será que esta negociação simplesmente não pode ser abençoada por Deus, dispensando-se maiores ações, atitudes e reivindicações?

    Os incrédulos lutam do jeito deles, fazendo a greve, protestando em passeata com som estridente, muitas vezes incitando à violência.

    Devemos lutar com as nossas armas da nossa guerra: orações e súplicas a Deus.

    Quando está ocorrendo uma greve, e a categoria profissional está envolvida nela, faça as duas coisas: oremos pelos patrões, pelos outros trabalhadores envolvidos, e fiquemos dentro da lei que regulamenta os direitos de greve.

    Façamos tudo com "temor e tremor" (Fp. 2:12).

    Em Cristo, e por Cristo,

    Pr. Anor Afonso Serio

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