terça-feira, 22 de novembro de 2011

É BÍBLICO PESSOAS CAÍREM NO ESPÍRITO?

Pr. Anor,

Existe amparo na Bíblia Sagrada para pessoas caírem no poder de Deus após serem tocadas pelas mãos dos pastores?

Obrigada!

Juliana.

13 comentários:

  1. Amada Juliana, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    Vou responder à esta questão com base em um excelente artigo do Claudionor Correa de Andrade, teólogo da Assembléia de Deus.

    Publicado no site do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP), o mais recomendado site de apologética cristã que conheço, é bastante completo uma explicações abrangente e com profundo embasamento nas Escrituras Sagradas.

    Vamos dividir então a resposta em vários posts que abordarão os seguintes tópicos sobre o assunto:

    1) “Não se tratava de Pentecostes, mas de feitiçaria e baixo espiritismo”. (Gunnar Vingren - 1923)

    2) O que é o “cair no Espírito”?

    3) O "Cair no Espírito" e a Bíblia Sagrada

    4) Como os legítimos representantes de Deus portaram-se quando alguém caía por terra?

    5) Nas efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos houve casos de prostração?

    6) Conclusões sobre o "cair no Espírito"

    A seguir detalharemos o primeiro tópico:

    I - “Não se tratava de pentecostes, mas de feitiçaria e baixo espiritismo”. (Gunnar Vingren - 1923)

    Em 1923, o missionário sueco Gunnar Vingren, um dos fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, fora informado de que um certo movimento pentecostal começava a alastrar-se por Santa Catarina.

    Sem perda de tempo, Vingren deixou Belém do Pará, berço do pentecostalismo brasileiro, e embarcou para o Sul. No endereço indicado, veio ele a constatar: “Não se tratava de Pentecostes, mas de feitiçaria e baixo espiritismo”.

    Embora fervoroso pentecostal, Gunnar Vingren não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparências.

    Ele sabia que nem tudo o que é místico, é espiritual; pode brilhar, mas não é avivamento.

    O misticismo manifesta-se também em rebeldias e mentiras. Haja vista as seitas proféticas e messiânicas.

    Teve esse pioneiro, como precavido condutor de ovelhas, suficiente discernimento para não aceitar aquele arremedo de pentecostes.

    Fosse um desses teólogos que colocam a experiência acima da Bíblia Sagrada, o pentecostalismo autêntico jamais teria saído do nascedouro.

    Entre as manifestações presenciadas por Gunnar Vingren, achava-se o “cair no poder” que, já naquela época, era conhecido também como “arrebatamento de espírito”. À primeira vista, impressionava; fazia espécie.

    Não resistia, contudo, ao mínimo confronto com as Escrituras. E nada tinha a ver com as experiências semelhantes que se acham nas páginas da Bíblia.

    Irreverente e apócrifo, esse misticismo não se limitou à geração de Vingren. Continua a assaltar a Igreja de Cristo com demonstrações cada vez mais peregrinas e contraditórias.

    Qual o seu alvo?

    Levar a confusão ao povo de Deus.

    No combate a tais coisas, haveremos de ser enérgicos, sábios e convincentes. Mas sempre equilibrados.

    Através da Bíblia, temos a obrigação de mostrar a pureza e a essência de nossa crença, e a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd. 3).

    Detenhamo-nos no fenômeno do “cair no Espírito”. Até que ponto há de ser aceito? Como lhe aferir a legitimidade? É realmente indispensável ao crescimento da vida cristã?

    Vejamos, no próximo post, tópico II, como esse movimento ganhou notoriedade em nossos dias.

    Em Cristo, e por Cristo,

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  2. II - O Que é o “Cair no Espírito”?

    Embora não seja alguma novidade, o “cair no Espírito”, como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994.

    Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes, todos à procura de uma bênção especial.

    Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos.

    Dizendo-se cheios do Espírito, os frequentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão.

    Justificando essa bizarria, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa?

    Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros; ou gritando, como guerreiros.

    E ainda outros “caíam no Espírito”.

    À primeira vista, tais manifestações impressionam, apesar de não contarem com o necessário respaldo bíblico.

    Entretanto, não podemos nos deixar arrastar pelas aparências nem pelo exotismo desses “fenômenos”. Temos de posicionar-nos segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continua a ser a nossa única regra de fé e conduta.

    No próximo post, tópico III, analisaremos o que a Bíblia Sagrada tem a falar sobre este assunto.

    Em Cristo, e por Cristo,

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  3. III - O Cair no Espírito na Bíblia - Parte 1

    Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno; é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registram-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus.

    E tais casos não se constituem num histórico; são episódicos isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para se alicerçar um costume, nem para se reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática. Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes, diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?

    Verifiquemos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

    1. A força de uma visão nitidamente celestial

    As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante. Agitavam, enfraqueciam e até deitavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrando o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: “Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e não ficou força em mim... e ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido” (Dn.10:8:9).

    Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí sobre o meu rosto” (Ez.1:28).

    Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo. E quem não haveria de se prostrar? Mesmo o mais forte dos homens, não se aguentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.

    Mais tarde, encontraremos Ezequiel noutro caso de prostração: “E levantei-me e saí ao vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez. 3:23).

    Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria?

    Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: “E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez.43:3).

    Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra.

    Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias. Isto é: cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.

    2. O impacto de um encontro com Deus

    Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: “E caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At. 9:4).

    Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se em virtude da sublimidade do Senhor Jesus.

    Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa.

    O que também dizer do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta.
    Mas tivesse Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme a sua vontade.

    Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus.

    A parte 2 deste tópico III encontra-se a seguir.

    Em Cristo, e por Cristo,

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  4. III - O Cair no Espírito na Bíblia - Parte 2

    3. Diante da autoridade de Cristo

    A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer com que todos os joelhos dobrem-se diante de si.

    Aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus:
    “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp. 2:9-10).

    Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou quão grande era a sua autoridade: “Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra” (Jo 18.6).

    Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem quem cai por terra são os ímpios.

    Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.

    Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade:
    “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram” (At. 5:3-5).

    Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, às vezes, fulminados.

    Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se faz homem diante dos homens.

    Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó?

    O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana.

    E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu?

    Em seguida, no tópico IV, analisaremos à luz da Bíblia Sagrada como os legítimos representantes de Deus portaram-se quando alguém caía por Terra.

    Em Cristo, e por Cristo,

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  5. IV - Como os legítimos representantes de Deus portaram-se quando alguém caía por terra?

    Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência.

    Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar ao nome do Senhor.

    Em casos semelhantes, até os mesmos anjos agiram com reconhecida e santa modéstia.

    Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos diante do apóstolo.
    “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem” (At.10:25-26).

    O que fariam os astros do evangelismo dos dias atuais? Humilhar-se-iam como o apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal?

    Mesmo um poderoso anjo não se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus.

    O relato é de João: “Prostrei-me aos seus pés para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap. 22:8-9).

    O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não se extasie diante do sobrenatural.

    A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?

    Os anjos, porém, recusavam tal deferência.

    Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões?

    No Antigo Testamento, sempre que isso ocorria, era devido a presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo.

    De uma forma ou de outra, os anjos eram santos o suficiente para agirem com modéstia e humildade, tributando a Deus todo poder e toda a glória.

    Que esta também seja a nossa postura!

    Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-lo para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória.

    E jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostrar-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que o homem de Deus deve ter!

    Em Cristo, e por Cristo,

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  6. V - Nas efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos houve casos de prostração?

    Na ânsia por justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração quando da efusão do Espírito, não o negamos.

    Pode haver, mas não tem de necessariamente haver nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo.

    A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.

    Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração.

    No dia de Pentecoste, segundo notifica o minucioso e detalhista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At. 2:2).

    Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At. 10:44-47).

    Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At. 19:6).

    Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente.

    Conclui-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação.

    A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo. A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.

    Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At. 4:31).

    Poderia ter havido? Sim!

    Mas não necessariamente!

    Em Cristo, e por Cristo,

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  7. VI - Conclusões sobre o "cair no Espírito"

    Podemos então tirar as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

    1. Não se pode realçar a experiência, nem guindá-la a uma posição superior à da Palavra de Deus.

    A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

    2. O cair por terra não pode ser visto nem como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada.

    A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito.

    O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar-se liturgia.

    3. Caso ocorra alguma prostração, devem-se fazer as seguintes perguntas:
    a) Qual a sua procedência?
    b) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus?
    c) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes?
    d) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório?
    e) Houve sugestão coletiva?
    f) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja?
    g) Conta com o respaldo bíblico suficiente?
    h) Tornou-se o centro do culto?

    4. Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt. 24:24).

    5. Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte:

    Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, CAÍRAM PARA FRENTE, E NÃO PARA TRÁS, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas.

    Ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem.

    Há alguns "homens de Deus" que se tornaram tão ousados que jogam até os seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

    6. Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina.

    No Novo Testamento, o termo usado para prostração é "pesotes prosekinsan" que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção.

    Em Apocalipse 5:14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

    7. Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica?

    Pode! Mas não tem de acontecer necessariamente; pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário.

    As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina.

    Não podemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.

    8. De uma certa forma, todo avivamento provoca extremismos. Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto. Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido uma forte visitação dos céus. Todavia, tiveram de ser doutrinados e disciplinados.

    A esses irmãos, escreveu Paulo: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos”(I Co. 14:32-33).

    Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia!

    Ênfases, como o cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio.

    Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento.

    E o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.

    Em Cristo, e por Cristo,

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  8. O amado Nilson Oliver enviou o seguinte comentário sobre o assunto:

    Caro Pr. Anor e amigos do Blog, olá!

    Sinceramente, não encontro amparo na Bíblia Sagrada para pessoas caírem para trás no "Poder de Deus".

    Os pastores/pregadores que defendem tal costume, baseiam-se no texto de Daniel quando este não suportou a presença de Deus no templo e, também, no livro de Apocalipse quando João se prostrou perante o anjo.

    Se repararmos bem, nos dois casos, as pessoas caiam para frente com os seus rostos no chão e não para trás como acontece nas igrejas de hoje.

    É interessante notar que o anjo até mandou o Apóstolo João levantar-se e adorar a Deus sendo ele apenas conservo do Altíssimo.

    Em uma outra passagem o Senhor Jesus disse aos seus Apóstolos "RECEBEIS O ESPÍRITO SANTO" soprando neles e nenhum deles caiu no chão.

    É interessante notar que tanto para receber o "PODER DE DEUS" como para "EXPELIR O DEMÔNIO" o corpo clérigo empurra a cabeça do pessoa que está à frente girando-o, o que logicamente vai fazer a pessoa cair para de costas, pois tal atitude vai causar um desequilíbrio no corpo.

    Normalmente, todos que vão a igreja necessitam de uma resposta rápida para solucionar os seus problemas e fazer acontecer isso é uma maneira delas se sentirem melhor.

    Um abraço!

    Nil Óliver.

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  9. Amado Nilson, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    A sua colocação ratifica tudo que foi colocado anteriormente.

    Acrescento o seguinte argumento chave contra esta charlatanice:

    No texto mencionado "E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" (João 20:20-22) fica claríssimo que:

    O ÚNICO QUE TEM AUTORIDADE PARA SOPRAR É DEUS!!

    Em Cristo, e por Cristo,

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  10. Oi, Pastor Anor!

    Levando-se em consideração os comentários acima, então posso concluir que os demônios que se manifestam nas igrejas evangélicas sobre tudo nas neopentecostais não são verdadeiros?

    Juliana.

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  11. Amada Juliana, a Paz do Senhor Jesus Cristo,

    Infelizmente, uma grande parte destas manifestações não são verdadeiras.

    A Bíblia Sagrada nos previne quanto aos espíritos enganadores em I Timoteo 4:1 que diz: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé, e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios."

    Hoje em dia o dom do Espírito Santo mais importante a ser buscado pelos crentes não é o de "línguas estranhas", e sim o "discernimento de espíritos" (I Co, 12:10), que podem nos auxiliar a desmascarar as falsas manifestação dos espíritos enganadores.

    Busquemos com insistência este dom.

    Em Cristo,e por Cristo,

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  12. Amado Professor Anor Sério, paz de Deus irmão!
    Ainda se tratando do assunto pentecostalismo, necessito que me responda o seguinte:

    a) Em 1Co 12:29-30, o Apóstolo Paulo faz algumas perguntas retóricas onde as respostas com certeza é o não. Principalmente, baseando-se no versículo 30, se houve busca, todo o cristão falará em línguas estranhas?

    b) Em 1Co 14:1-39, Paulo fala sobre a ordem na igreja na hora do culto. Sendo assim, como explicar as manifestações espirituais exacerbadas que ocorrem nos cultos pentecostais, onde muitos falam em línguas ao mesmo tempo e não há ninguém que as interpretem como recomenda o Apóstolo Paulo?

    Eu lhe agradeço!
    Joana.

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  13. Dileto Pr. Anor, paz de Deus!

    Para corroborar com o assunto, gostaria de acrescentar o seguinte texto extraído do Got Questions.
    Por favor, se possível, acrescente-o no blog.


    A ideia de “cair no Espírito” é quando um pastor impõe as mãos sobre alguém e essa pessoa cai no chão, supostamente dominada pelo poder do Espírito. Os que praticam "cair no Espírito" usam passagens bíblicas que falam de pessoas tornando-se "como morto" (Apocalipse 1:17), ou caindo sobre o próprio rosto (Ezequias 1:28; Daniel 8:17-18; Daniel 10:7-9). No entanto, há vários contrastes entre os exemplos bíblicos de "cair sobre o próprio rosto" e a prática de "cair no Espírito".

    1. Biblicamente falando, cair no chão era o resultado da reação de uma pessoa ao que tinha visto em uma visão, quando ia muito além de acontecimentos comuns, tal como a transfiguração de Cristo (Mateus 17:6). Na prática não-bíblica de "cair no Espírito", essa pessoa responde ao "toque" de uma outra pessoa ou ao movimento do braço do pastor.

    2. Os exemplos bíblicos foram bem raros, de tal forma que aconteciam apenas nas vidas de uns poucos. No fenômeno de "cair no Espírito", cair no chão é um evento semanal naquelas igrejas e essa experiência acontece com muitos.

    3. Nos exemplos bíblicos, as pessoas caíam sobre o próprio rosto quando maravilhadas pelo que viam ou por Quem viam. Na farsa de "cair no Espírito", elas caem para trás, ou em resposta ao movimento do braço do orador, ou como resultado do toque de um líder da igreja (ou empurrão, em alguns casos).

    Não estamos clamando que todos os exemplos de "cair no Espírito" sejam falsos ou apenas uma resposta a um toque ou empurrão. Muitas pessoas sentem uma energia ou uma força que as leva a cair para trás. No entanto, não achamos nenhuma base bíblica para esse conceito. Sim, talvez haja uma energia ou força envolvida, mas se esse for o caso, provavelmente não vem de Deus e não é o resultado do trabalho do Espírito Santo.

    Infelizmente, muitas pessoas buscam essas falsificações estranhas que não produzem fruto espiritual nenhum, ao invés de buscarem o fruto prático que o Espírito distribui com o propósito de glorificar a Cristo com nossas vidas (Gálatas 5:22-23). Ser cheio do Espírito não é evidenciado por tais farsas, mas sim por uma vida que transborda com a Palavra de Deus de tal forma que a pessoa esteja sempre cheia de cânticos espirituais e de gratidão a Deus. Que Efésios 5:18-20 e Gálatas 5:22-23 sejam um retrato das nossas vidas!

    Deus abençoe a todos!
    Sinceramente,
    Nil Óliver.

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